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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Por que eu não vou te desejar um “Feliz Natal”?

Pra você que é meu amigo há anos ou há dias. Pra você que me conhece pessoalmente ou só pela internet. Pra você que já ouviu da minha boca ou já recebeu de mim um cartãozinho no dia 25/12. 

Por que eu não vou te desejar um “Feliz Natal”? É só por um único motivo: eu não acredito mais nessa festa. Como eu poderia te desejar algo que eu não acredito?

"Toda a verdade atravessa três fases: Primeira, é ridicularizada; Segunda, é violentamente contrariada; Terceira, é aceita como a própria prova.” Arthur Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão.



Até o jornal O Globo sabe! Olha o título da matéria publicada hoje: “Com origem pagã, Natal se tornou a principal data comemorada pelos cristãos”. http://glo.bo/2hhAnfA #JornalOGlobo

Porque eu deixei de acredita? Porque eu li! Só isso. Pra mim a pior coisa não é a falta de conhecimento, mas a teimosia. Quando você não sabe é uma coisa. Mas quando você sabe e continua no erro...

Natal NADAAAA tem a ver com Jesus. Ele sequer pediu para comemorarem o nascimento dEle (isso era um costume pagão), mas sim para celebrar a morte e ressurreição como Ele ensinou ao anunciar a Nova Aliança através de seu sacrifício no dia de Pessach, em que o Cordeiro foi sacrificado. Jesus ensinou como deveríamos fazer. Comemorar Pessach (Páscoa, mas não a Páscoa do coelhinho, dos chocolates) e a ceia do Senhor. Essa foi a ordem Dele: comemorem a minha morte e ressurreição! 

"Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança pelo meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha." 1 Coríntios 11:23-26


Em Levítico 23, onde Deus ensina a todos os que crêem Nele e o seguem a comemorar 7 as festas anuais. São festas para serem comemoradas para sempre, ele chamada de estatutos perpétuos. Não são apenas festas dos judeus, mas Ele mesmo diz: "essas são AS MINHAS festas”. 

Mas a cristandade escolhe deixar as festas do Eterno de lado, dizendo que são "coisas de judeu" e prefer comemorar festas de origem pagã, em que se faziam rituais a entidades malignas, com comidas típicas para oferenda aos deuses. O Natal é uma festa totalmente pagã, em qualquer enciclopédia você pode comprovar isso. Deus é Santo e não se mistura com o profano. Festa junina gospel, carnaval gospel. Tudo a mesma coisa. Origem profana para celebrar o que é santo? Desculpe, Deus não recebe essa homenagem. Ele não está nisso. Ele diz que é em vão qualquer tipo de homenagem fora da Palavra Dele!

“Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; pois ensinam doutrinas que não passam de regras criadas por homens’”. (Mateus 15:8-9)

Lembre-se: seu Salvador é judeu. Ele jamais comemoraria uma festa com origem pagã. Você deve andar como Ele andou, certo? Pelo menos é isso que a Bíblia diz que devemos fazer. 

O povo judeu luta até hoje para permanecer em seu direito a adorar a um único Deus. Enquanto a cristandade acha que está sendo espiritual montando árvores de Natal em casa (condenado pela Bíblia em Jeremias 10), trocando presentes pelo nascimento do menino Jesus, o povo de Israel cerca de 165 anos antes de Cristo, depois de uma luta de 14 anos conseguiu vencer o exército de um general poderoso que invandiu o Templo do Senhor, fez oferendas a deuses dentro do Templo e profanou o local de adoração ao Eterno. 

Esse general começou a perseguir ferozmente os judeus, pois estes não aceitavam servir a outros deuses. Ele queria proibir os judeus de serem judeus, de seguirem os mandamentos de Deus, de lerem a Torah. Após a batalha milagrosamente vencida (eram sacerdotes sem preparo militar contra um exército poderoso), os judeus retomaram o controle do Templo, o limparam e ao fazerem uma cerimônia para dedicar novamente o Templo ao Senhor, foram surpreendidos com mais um milagre. Foram acender a menorá (castiçal de 7 braços que simboliza os 7 Espíritos de Deus), mas só tinha óleo para acender um braço. Para produzir mais azeite levaria mais 7 dias. 

Aconteceu que o óleo colocado durou 8 dias e deu tempo de produzir mais óleo para manter sempre a menorá acesa. Desde então, o povo de Israel (judeus e não-judeus que se uniram ao Deus de Israel: portanto se você não for judeu, mas serve ao Deus dos hebreus, a Jesus o Messias de Israel, como disse Paulo você não é mais estrangeiro, mas agora faz parte da comunidade de Israel pelo Sangue do Messias - Romanos 11) comemora a Festa da Dedicação ou Festa das Luzes. Em hebraico Chanuká (lê-se ranucá). 

Essa festa celebra o milagre, a luta pela fé e a sobrevivência do povo de Israel, que poderia ter sido exterminado. Poderia ter tido sua fé e cultura assimiladas pela imposição da cultura idólatra grega. Então foi criada um castiçal especial de 8 braços (mais o braço do meio que é o que acende os outros) que só é acendido durante os dias da festa da Dedicação, a “chanukiah”. 

A luta em nossos dias não é diferente. Levar a Igreja ao entendimento de que nos foi tirado o direito de cumprir os mandamentos prescritos na Torah é motivo de muita luta. O modelo romano tomou o lugar da Igreja estabelecida por Yeshua (Jesus) – o modelo da Igreja do Primeiro Século.

Jesus comemorou a Festa da Dedicação, sabia? 

“E em Jerusalém havia a Festa da Dedicação, e era inverno. E Jesus andava passeando no templo, no Pórtico de Salomão.” João 10:22,23



Ele não comemorou o aniversário dele em 25 de dezembro. Até porque Ele não nasceu em dezembro e sim entre setembro/outubro, de acordo com a própria Bíblia. Quem nasceu em 25 de dezembro foi Tamuz, filho de Ninrode com a sua própria mãe Semírames. Quando o filho-marido morreu ela espalhou a lenda de que ele reencarnou em Tamuz e passou a comemorar a data do aniversário dele, dizendo que ele gostava de receber presentes debaixo de árvores. Pesquise sobre a origem do Natal. Se depois de tudo o que você descobrir você tiver coragem de montar árvore dentro da sua casa, comer comida consagrada a ídolo, reveja de coração em quem você tem dito que serve. Porque Jesus mesmo falou: você não pode servir a dois senhores. A Deus e a Baal. 

Coincidentemente esse ano a Festa da Dedicação começa no pôr-do-sol do dia 24 para o dia 25 de dezembro. 

“Então aqueles que temeram ao Senhor falaram freqüentemente um ao outro; e o Senhor atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram o Senhor, e para os que se lembraram do seu nome. E eles serão meus, diz o Senhor dos Exércitos; naquele dia serão para mim jóias; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve. Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve.” Malaquias 3:16-18

Estamos no tempo do fim, profetizado por Daniel, e muitos já acordaram. O conhecimento está se multiplicando como nunca. "Porém tu, ó querido Daniel, tranca em segredo, mediante um selo, as palavras do Livro, até o tempo próprio do fim. Muitos farão de tudo e correrão de uma parte a outra em busca do maior saber; e o conhecimento se multiplicará muitas e muitas vezes!” Daniel 12,24. Quem tem ouvidos ouça! 

Achou tudo isso meio judaizante Melhor ser taxada de judaizante do que romanizante. Meu Messias é judeu, usa talit, fala hebraico, comemora a Festa da Dedicação, é o Rei de Israel, vai voltar para reinar de Jerusalém. 

O Messias que Roma fabricou uns 3 séculos depois de Sua morte - e deturpou a doutrina dos apóstolos - é um messias com “m” minúsculo. Usa um manto vermelho, fala latim, tem cara de europeu, ora fica preso numa cruz ora fica deitado numa manjedoura. 

Prefira seguir a Palavra do Senhor do que as doutrinas dos homens. Ouça o que o próprio Jesus falou! 

Desejo que o Eterno ILUMINE os seus caminhos, que Ele se revele a você profundamente! Que você seja luz por onde for! Que Ele seja o seu amigo, o seu Salvador, o seu Pai, o seu Mestre!

Reveja seus conceitos e passe a seguir os preceitos de Deus. O Reino de Deus, as regras de Deus. Feliz Festa da Dedicação! Feliz Festa das Luzes! Chag Chanuka Sameach! 

Que nesses dias da Festa da Dedicação você dedique a sua vida a conhecer mais sobre o Deus a quem você diz servir. Tenho certeza que você irá se surpreender! Ele é maravilhoso! Se sua intenção é realmente fazer alguma comemoração para Jesus, comece por ouvir e seguir o que Ele ensina.

"Tornai-vos para mim, diz o Senhor dos Exércitos, e eu me tornarei para vós outros, diz o Senhor dos Exércitos." Zacarias 1:3


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

LEGALISMO X MANDAMENTOS DE DEUS

As pessoas confundem tanto a lei de Deus com o legalismo que mostrar essa diferença foi uma das principais lições que Yeshua/Jesus veio nos ensinar. 

Yeshua combateu o legalismo, mas promoveu a lei. Sim, Ele ordenou que guardássemos os mandamentos Dele e os mandamentos Dele são os mesmos mandamentos do Pai. 

Um exemplo é quando Ele cura um enfermo no sábado. Foi acusado de transgredir a lei eterna do sábado, em que não devemos trabalhar nesse dia. Ele ensinou que é lícito fazer o bem no sábado. O legalista deixa a ovelha perecer no buraco para não fazer esforço no sábado. Mas Ele, sendo Senhor do Sábado, ensinou que a preservação da vida está acima do preceito e isso não é quebrar a lei. Pelo contrário, pois como Ele afirmou: o sábado foi feito para o bem do homem e não o homem foi feito em função do sábado. Deus criou o homem primeiro e o sábado depois.

“E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27)

Ele veio para fazer toda a vontade do Pai. Jamais, Ele que sempre obedeceu ao Pai, desfaria as obras do Pai. Ele veio para desfazer as obras do diabo, não as obras do Pai. Ele e o Pai são um, como Ele disse. 

Ele jamais quebrou a lei, pois Ele é a própria lei, a Torá viva, o Verbo que se fez carne. Ele garantiu que nem um iud/traço da lei perderia a validade até que novos céus e nova Terra viessem a existir. Portanto a lei do Senhor é válida. 

"Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus.Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus". (Mateus 5:17-20)

Sabe os 10 Mandamentos que a Teologia Sistemática Cristã tem ensinado que eles foram abolidos? Imagina se isso fosse realmente verdade? Estaria liberdado roubar, matar, cobiçar a mulher do próximo, ter outros deuses diante de nós? Sim, porque esses são alguns dos 10 Mandamentos estabelecidos na Antiga Aliança. 

Ser legalista é querer inventar e incrementar a lei como se ela não fosse suficiente, sobrecarregando aquilo que deveria e foi criado para ser leve. O fardo de Yeshua é leve e suave. Ele disse isso. 

"Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo e leve". (Mateus 11:28-30)

Quem o ama guarda os mandamentos Dele. Os mandamentos dele não são pesados. Se fossem, não trariam descanso para a nossa vida. Se fossem pesados Ele não teria falado que eram suaves. Ou Ele é mentiroso? 

"Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados." (1 João 5:2,3)

A lei do Senhor é proteção para a nossa vida. É a cerca das ovelhas. O Bom Pastor mantém suas ovelhas em segurança conduzindo-as pelo Caminho reto. 

A lei do Senhor, como Paulo disse em Romanos 7 é boa, justa e santa. A lei do Senhor não salva. Mas o salvo vive de acordo com a lei do Senhor, seguindo os seus preceitos, consciente de que o cumprir a lei não o salva, pois a salvação é pela graça mediante a fé. E a fé sem obras é uma fé morta. Alguém que foi salvo pela fé no Senhor tem que dar fruto. Se não dá fruto Ele mesmo corta. 

A lei não é para sermos salvos. A lei é para VIVERMOS como salvos. 

"Quando deres ouvidos à voz do Senhor teu Deus, guardando os seus mandamentos e os seus estatutos, escritos neste livro da lei, quando te converteres ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, e com toda a tua alma.
Porque este mandamento, que hoje te ordeno, não te é encoberto, e tampouco está longe de ti. Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos?
Nem tampouco está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, para que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos?
Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires.
Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal;
Porquanto te ordeno hoje que ames ao Senhor teu Deus, que andes nos seus caminhos, e QUE GUARDES OS SEUS MANDANENTOS, e os seus estatutos, e os seus juízos, PARA QUE VIVAS, e te multipliques, e o Senhor teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir." (Deuteronômio 30:10-16)


A lei seca só é ruim para quem gosta de dirigir bêbado. A lei Maria da Penha só é ruim para quem gosta de bater em mulheres. A lei só é ruim para o transgressor. Para aquele que anda corretamente a lei é proteção. 

Será que é tão difícil entender isso?

Medite.

Shalom! 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Jesus comemorou a Festa de Chanuká. Vamos comemorá-la?

A Festa de Chanuká (lê-se ranucá) não é o Natal judaico, como muitas pessoas acham, inclusive porque vendem-se bolas de árvores de Natal com símbolos judaicos e isso acaba confundindo as pessoas. A Festa de Chanuká tem a ver com a sobrevivência do povo judeu. O povo que foi chamado pelo Eterno para ser luz para as nações e que desde que recebeu esse chamado tem passado por muitas perseguições. Essa foto é impactante. São judeus dentro de um campo de concentração consagrando suas vidas ao Eterno durante a Festa de Chanuká, que é uma festa que comemora a vitória do povo contra a opressão de tiranos cheios de ódio contra os servos de Deus.



A Festa de Chanuká também é conhecida como a Festa da Dedicação ou Festa das Luzes. Começa no 25º dia do mês judaico de Kislev e dura oito noites. Em 2016, o início coincide com o dia 24 de dezembro.

Enquanto boa parte do mundo, inclusive cristão, estará reunida comemorando o Natal (uma festa de origem totalmente pagã, com comidas, objetos e tradições oriundas de cultos à demônios, mas com uma roupagem "cristã") os que seguem e imitam a Yeshua/Jesus deveriam comemorar essa festa, assim como Ele comemorou. 

Em João 10:22, vemos Yeshua/Jesus passeando no Templo na comemoração da Festa da Dedicação. Essa é a única passagem no Novo Testamento que se refere à festa em questão. Não encontramos esta celebração no Antigo Testamento porque o fato que deu origem à esta festa ocorreu no ano 162 a.C. Se o nosso Salvador comemorou Chanuká, eu também quero comemorar. E para isso preciso entender o que significa comemorar Chanuká.

Se todas as pessoas que dizem crer e seguir a Yeshua/Jesus parassem para pesquisar e pensar porque comemoram o Natal e qual a origem dessa festa, de verdade, se essas pessoas amam mesmo o Senhor, elas parariam imediatamente de festejar algo que para Deus é uma abominação. E muitos festejam - assim como eu já fiz - achando que estão fazendo algo bom, algo que agrada a Deus. Mas na verdade é uma festividade que NADA tem a ver com Yeshua/Jesus. Muito pelo contrário. 

Em nenhuma passagem da Bíblia, o nosso Salvador aparece comemorando o Seu aniversário ou ordenando que comemorássemos o aniversário Dele. Devemos andar como Ele andou. Sem invencionices. 

"Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim; Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens". Marcos 7:6-8

Mas porque se comemora Chanuká? Quem não é judeu pode comemorar essa festa? Em hebraico, a palavra "chanucá" significa "dedicação". Abaixo segue um texto do professor Mathes Zandona, que explica muito bem o contexto histórico para compreendermos porque essa festa existe. 


"Vindo da Macedônia, o império grego expande-se de maneira significativa, conquistando desde o Egito, Oriente Médio, até a Índia. Depois da morte de seu grande Imperador, Alexandre (336-323 a.C.), vários generais lutam pelo controle do Império. O imperador selêucida, Antiochus Epiphanes (175-163 a.C.), conquista o domínio sobre a região do Oriente Médio e investe fortemente contra toda a região da Judéia, impondo os costumes, as tradições, a religião e o pensamento grego helenístico.

Para os judeus, ele proíbe a circuncisão, a observância do Shabat, todas as restrições de comida (Kashrut), e estipula que apenas porcos poderiam ser sacrificados no Templo. Ele mesmo, num gesto de desrespeito e profanação, oferece um porco como sacrifício a Zeus, no interior do templo, no Santo dos Santos. Todos os utensílios do interior e exterior do templo são retirados, e o local passa a ser mais um templo do deus grego Zeus.

É interessante frisar que a cultura e o pensamento grego eram muito bem aceitos pelos povos dominados. O culto à mente humana, aos pensamentos filosóficos revolucionários e modernos eram vistos como expressões de uma cultura extremamente mais desenvolvida. Com exceção de Israel, o pensamento e os costumes helenísticos eram aceitos, quase em sua maioria, de maneira espontânea e não obrigatória, já que um dos aspectos gregos de domínio era a não imposição da sua religião. Os povos dominados eram todos politeístas e a aceitação de um ou mais deuses de uma cultura muito mais avançada não representava grande problema. 

Mas, é claro, com a nação de Israel não foi assim. Os judeus sempre foram um povo distinto e separado das outras nações pelo fato de crerem em um só D-us e de terem mandamentos, estatutos e ordenanças específicos. Por este motivo, o domínio grego em Israel foi bem mais brutal e violento.

Certo dia, um oficial sírio ordena que Matitiahu Ha Macabí (Mateus, o Martelo ou o Macabeu), cabeça de uma importante família de sacerdotes do Templo, oferecesse um porco no altar. Matitiahu, juntamente com seus cinco filhos, dão início a uma revolta judaica, matando o oficial sírio e todos os seus soldados. Sob a liderança de Matitiahu, outros judeus aderem à revolta. Por oito anos o exército dos Macabeus lutou pela libertação de Jerusalém e de Israel. Após a morte de Matitiahu, seu terceiro filho, Yehuda Há Macabí (Judá, o Macabeu), assume o controle da revolta e leva o exército dos Macabeus à vitória sobre o exército grego-sírio no ano de 165 a.C.

Livres então do domínio e da ocupação do exército grego-sírio, os macabeus dão início à purificação do Templo em Jerusalém. No dia 25 do mês de Kislev, no ano 162 a.C., eles realizam com grande celebração de rededicação do Templo com a consagração de um novo altar. O chamado ner tamid (fogo eterno) foi novamente aceso na menorá, o grande candelabro de sete pontas do interior do templo. 

Mas o óleo de oliva consagrado para queimar na menorá era suficiente para mantê-la acesa por apenas um dia e levaria no mínimo uma semana para se preparar mais óleo Então, por um milagre do D-us Todo Poderoso, o fogo na menorá continuou queimando por mais 8 dias, tempo necessário para a preparação do novo óleo, conforme o relato no livro de II Macabeus.

Alguns rabinos e autoridades judaicas consideram como sendo milagre não só os oito dias da queima do óleo na menorá do interior do Templo, mas também a vitória do exército dos Macabeus sobre o poderoso exército sírio-grego. Eles lembram que o exército dos Macabeus era, em sua maioria, composto por sacerdotes, os quais não possuíam experiência em batalhas, armas ou táticas de guerra. Eles se refugiavam nos montes e nas cavernas ao redor de Jerusalém e atacavam de noite, sob a forma de ataque surpresa em diferentes pontos da cidade.

Desde então, os judeus celebram a chamada Festa da Dedicação todos os anos durante oito dias, representando os oito dias do milagre do fogo no Templo. O maior símbolo de Chanuká é o candelabro de nove pontas – a Chanukía, como é chamada. 

A chanukía possui oito velas e uma vela central, mais alta que as outras, chamada de Shamásh (servo), com a qual todas as oito velas são acessas, uma a cada dia. É costume judaico colocar a Chanukía na janela das casas, de maneira que todos possam vê-la e se lembrar do milagre. No entardecer do primeiro dia de Chanuká, os judeus acendem a primeira das oito velas. Em cada noite subsequente, acrescenta-se uma nova vela à esquerda, até que o candelabro esteja completamente aceso ao fim de oito dias.

O momento de acender a chanukía costuma reunir todos os membros da família. Por ter um propósito sagrado, a luz não pode ser usada para nenhum outro fim, como leitura ou trabalho.

Também é comum, nas noites de Chanuká, a comunhão familiar e entre amigos. O uso de jogos durante Chanuká surgiu na Idade Média, quando os judeus eram proibidos de guardar as tradições e as festas. Eles então, durante as festas, utilizavam de variados jogos, para que se alguém estranho os visse, não desconfiasse de que se tratava de judeus realizando alguma cerimônia. 

Dentre estes jogos, os mais usados eram a Dama e o Dreidel (dado). Este último era muito utilizado durante Hanuká e acabou por se tornar um dos símbolos da mesma. No Dreidel, tem-se um dado de 4 faces, e em cada face uma das seguintes letras do alfabeto hebraico: nun, guímel, hêi e shin, que são as iniciais da frase: (Nés gadól haiá shâm) “Um grande milagre ocorreu lá!”.

Como o feriado comemora o milagre do óleo, é tradicional servir comidas fritas nas sinagogas e nos encontros em casa. O menu típico inclui sonhos (sufganiyot) e panquecas de batata ralada (latkes). Costume menos difundido, mas ainda assim presente, é preparar pratos à base de laticínios, como bolinhos de queijo.

Os não-judeus, mas todos os que crêem no Messias Yeshua e portanto foram enxertados na Oliveira (que é Israel) e passou a fazer parte da família de Deus (Efésios 4) podem comemorar essa festa. 

Cremos que os seguidores de Yeshua (Jesus) têm bons motivos para celebrar esta festa bíblica, se assim o desejarem. O tema principal de Chanuká é a re-consagração do Templo, e I Co. 6:19-20, relata que nós, crentes nascidos de novo, somos o Templo do Espírito Santo. Os crentes não judeus são co-herdeiros em Yeshua das promessas de Abraão (Gl. 3:29).

Nesta celebração, nós temos a oportunidade de nos re-consagrarmos, re-dedicando nossas vidas integralmente a HaShem. Não que precisemos de um dia específico para uma re-consagração. Afinal, estamos debaixo da graça de D-us. Mas, trata-se de uma oportunidade na qual podemos celebrar esta data, alegrando-nos coletivamente por termos sido salvos, agradecendo a D-us por este privilégio, enquanto tantos ainda perecem separados de D-us e da comunidade de Israel. 

Apesar de sermos a luz do mundo, vivemos em um mundo que jaz em trevas, que muitas vezes nos contamina, exercendo sobre nós todo tipo de influência negativa. Então, neste dia sentimos a liberdade de fazer nossa re-consagração, declarando coletivamente que somos livres de qualquer peso e jugo em Yeshua Ha Mashiach.

Se meditarmos um pouquinho sobre quantas vezes pecamos quando comemos, bebemos, ouvimos e vemos o que não deveríamos, ou quando tocamos em coisas que não deveríamos tocar, etc., encontraremos muito sentido em nos re-consagrarmos. Arrependemo-nos, então, e consagremo-nos ao Eterno de Israel. D-us nos dá a santidade, mas quem decide manter-se em santidade somos nós.

Lembremo-nos dos livros de Esdras e Neemias quando reconstruíram o Templo. A primeira coisa que eles fizeram foi reconstruir o altar, depois o Templo propriamente dito e, finalmente, os muros. Em outras palavras, não se consagra o Templo sem que se passe primeiro pelo altar de sacrifício, local de arrependimento e de santificação.

Isto também se aplica a nós. Primeiro, passamos pelo “altar” do Senhor nos arrependendo. Depois, sim, re-consagramos nossa vida, santificando-nos e nos purificando. Toda esta dedicação do nosso corpo (o “Templo”) ao Senhor só pode ser feita por meio do Espírito Santo, simbolizado pelo óleo que é multiplicado, derramado em nossas vidas, revelando a pessoa de Yeshua Há Mashiach. 

Assim como o azeite colocado na menorá (candelabro de 7 pontas) ou na chanukía (candelabro de 9 pontas) era puro, sem cheiro e sem fumaça quando queimado, assim também deve ser nossa vida para Adonai. 

Para nós é uma “mitzvá”(mandamento) ter que brilhar e reluzir graciosamente a beleza da natureza de D-us em nós por meio de Seu filho Yeshua. Agora, entendendo um pouco mais sobre a Festa da Dedicação, podemos celebrá-la alegremente nosso culto de Ação de Graças (I Te: 3:9)." 

Fonte: Matheus Zandona/ Ministério Ensinando de Sião

terça-feira, 22 de novembro de 2016

O plano de Deus em Levítico 23: Jesus nas festas bíblicas


"Depois lhe disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras" (Lucas 24: 44-45)

Que o Senhor abra o nosso entendimento para que possamos compreender as Escrituras, porque as Escrituras falam a respeito Dele! A respeito de Yeshua HaMashiach, Jesus O Messias. Por isso é de fundamental importância que estudemos as Escrituras. O que são as Escrituras? As Escrituras compreendem a Torá ou Lei de Moisés (Pentateuco: 5 primeiros livros da Bíblia), Profetas, Salmos e escritos. 

Ou seja: o que se chama de Antigo Testamento. Não gosto desse termo Antigo Testamento, porque Testamento é coisa para morto e Deus está vivo. Portanto usarei o termo correto biblicamente correto: Antiga Aliança. Deus é Deus de aliança, não de testamento. 

Pare para pensar: uma aliança não anula outra. Mas um testamento mais recente anula o anterior. É assim que a igreja tem interpretado a Palavra de Deus, o que gera uma grande confusão. Pois os 10 mandamentos que são da Antiga Aliança não foram anulados pela Nova Aliança; que é justamente encravar os mandamentos do Senhor nos nossos corações através do Sangue de Yeshua/Jesus, conforme Jeremias 31. O Senhor diz em Jeremias: "farei UMA NOVA ALIANÇA". Ele não diz: farei um novo testamento. Um nova aliança complementa a anterior. Um testamento anula o anterior. 

"Disse Yeshua/Jesus: Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido". (Mateus 5:17-18)

Portanto, como Yeshua/Jesus mesmo disse em Lucas 24, a Antiga Aliança fala a respeito Dele. A igreja do Senhor precisa voltar a ler a Antiga Aliança. Muitos de nós fomos ensinados que o "Antigo Testamento" era passado, que não temos que nos prender mais à ele e que agora temos que ficar apenas no "Novo Testamento", pois o "Velho Testamento" é só histórico e não mais prático. 

Mas senão entendemos as Escrituras ("Antigo Testamento") não temos como compreender os escritos dos apóstolos de Yeshua ("Novo Testamento"). Para compreender, por exemplo, Apocalipse, temos que estudar o livro do profeta Daniel, o livro de Ezequiel, o livro de Gênenis, o livro de Joel, etc. 

Por não estudar as Escrituras cometemos erros de interpretação porque queremos interpretar a Bíblia, sendo que ela não precisa disso. A Bíblia explica a própria Bíblia. Apenas precisamos que o Senhor abra o nosso entendimento para compreendermos as Escrituras e não mais ignorá-las. 

Para entender quando Yeshua/Jesus volta, sem achismos escatológicos, eu tenho que entender o plano de Deus, eu tenho que estudar a Antiga Aliança. Principalmente as festas bíblicas, ensinadas pelo Senhor em Levítico 23. 


Eu creio que Yeshua/Jesus virá no período da Festa das Trombetas/Yom Kippur/Tabernáculos, que dependendo do ano cai em setembro ou outubro. Acho que o ano 5777 é um ano de alerta. (Recomendo que assistam esse vídeo de menos de 10 minutos falando sobre o 5777 https://www.youtube.com/watch?v=IC98wHrDZWw) 

Acabamos de entrar no ano 5777, pelo calendário bíblico. Eu creio que será um ano
onde acontecimentos importantíssimos envolvendo Israel (o relógio de Deus e das profecias). Em 5777, Jerusalém vai completar seu jubileu, em maio. Meses depois Israel comemorará 70 anos de fundação. O Nosso Salvador disse para olharmos para a Figueira (Israel é chamado na Bíblia de Figueira ou Oliveira), em Mateus 24 para discernirmos a época de Sua vinda. 

Ele disse que não passaria da geração da Figueira sem que tudo acontecesse (tribulação e Sua segunda vinda). Pelo Salmo 90, sabemos que uma geração na Bíblia tem 70 anos, quando muito 80. Israel completa 70 anos em 2017/5777. É o fim de uma geração para o nascimento de outra. E por falar em nascimento, em 23/09/17 acontecerá o grande sinal do céu que João viu e relatou em Apocalipse 12. 

"E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.” 

Não deixem de assistir a esse vídeo do irmão Hélio Girotto, que é um estudo completo sobre essa passagem que é um dos grandes mistérios da escatologia, do estudo do fim dos tempos: Porque o Livro do Apocalipse pode ter previsto o ano 2017 https://www.youtube.com/watch?v=I-J55NAbHoE

Eu creio que um mudança drástica acontecerá para culminar no retorno do Messias, que em breve vai acontecer. Momento de aperto. 

Isso não só é possível como realmente provável, pois no dia 13/10/16, um dia após o YOM KIPPUR/O dia do Perdão, o feriado bíblico mais sagrado, a UNESCO, que é formada em grande parte por países antissemitas, declarou que os judeus não tem qualquer relação com o Monte do templo e com o Muro das Lamentações (Kotel, o muro que restou da destruição do segundo templo), ignorando fatos históricos e comprovados por escritos e achados arqueológicos. 

O mundo está sendo entregue ao Islã. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se pronunciou sobre isso ontem deixando claro que Israel não vai aceitar essa mentira. O triste é que até o Brasil votou a favor dessa resolução descabida. Mas Deus está no controle. É preciso que haja tamanha tensão para acontecer o tão famigerado acordo de paz ao qual se refere o profeta Daniel, em que o anticristo firmará um acordo de paz com Israel por 7 anos. Sendo que na metade da semana, ou seja 3 anos e meio, o anticristo vai quebrar o acordo, vai se se dizer Deus e exigirá adoração. Israel, cujo mandamento principal é o SHEMA: ouça Israel Adonai nosso Deus, Adonai é UM,  (Deuteronomio 5 e Marcos 12), não aceitará isso e então será a grande tribulação. 

Quando estudamos as festas bíblicas, que erroneamente o meio cristão chama de festas dos judeus - quando o Senhor deixa claro em Levítico 23 “essas são as MINHAS festas” e nessas festas participam judeus e os gentios que se voltaram para Deus - podemos entender as profecias melhor. 

O Senhor falou a Moisés “fala ao povo de Israel”. Israel é a Oliveira, quem é natural da Oliveira (judeus) ou quem foi enxertado na Oliveira (gentios, não-judeus) através de Jesus/Yeshua é povo de Deus, povo de Israel. (Romanos 11).

"Depois falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: As solenidades do Senhor, que convocareis, serão santas convocações; estas são as minhas solenidades” Levítico 23:1,2. Nos versículos que seguem o Senhor enumera e explica as festas que o povo deve guardar. São 8 festas: 1 semanal e 7 anuais. 

Jesus/Yeshua é e cumpriu as primeiras 4 festas e as últimas 3 festas todos os que amam a volta do Senhor devem aguardar o seu cumprimento profético. As festas acontecem de modo duplo. Ou seja, aconteceram uma vez no passado e outra um tempo depois através de Yeshua/Jesus. 

FESTA SEMANAL

Sábado/Shabbat -> Festa semanal. "Seis dias trabalho se fará, mas o sétimo dia será o sábado do descanso, santa convocação; nenhum trabalho fareis; sábado do Senhor é em todas as vossas habitações” Levítico 23:3. Jesus/Yeshua seguia as leis do Pai, inclusive guardava essa solenidade, o sábado/shabbat. Ele tinha o costume de ir às sinagogas aos sábados, curava no sábado (pois é lícito fazer o bem no sábado ou qualquer obra que seja para Deus e não por interesse próprio). E Ele declarou: Eu sou o Senhor do Sábado. 

Portanto, Jesus/Yeshua é o nosso sábado/shabbat. Paulo declarou: resta um shabbat para o povo de Deus, referindo-se ao nosso Salvador. Não vou esplanar aqui sobre se devemos guardar o sábado hoje ou não. Apenas deixo para reflexão o que o Senhor disse: "Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus”. Mateus 5:17-19

Vários pretextos, inclusive difamatórios, são usados na tentativa de evitar a observância sabática exigida pela lei de Deus, entre eles: "O quarto mandamento não encontra-se no Novo Testamento", "Jesus e Seus discípulos violaram o sábado", "Cristo aboliu o sábado na cruz do Calvário" e, "o sábado é destinado apenas aos judeus". Estas alegações além de serem destituídas de fundamento bíblico, classificam diretamente Jesus de pecador ao incrimina-Lo de transgressor da lei.

Jesus ao mencionar a destruição de Jerusalém (que ocorreu aproximadamente 40 anos após a Sua ressurreição), alertou os Seus seguidores dizendo: "Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado." (Mateus 24:20 RA). Ora, se o quarto mandamento iria ser eliminado na cruz do Calvário, por que Jesus alertou quanto a sua observância em meio a um acontecimento futuro, ainda mais sobre condições extremamente severas? Por que os seguidores de Jesus/Yeshua deveriam orar para que a fuga não ocorresse no sábado?

Mas sábado é só para judeu? Leia Isaías 56. 

A maior prova bíblica que as festas so Senhor são estatuto perpétuo e não mudou nada com a morte do Messias é Daniel 7:25. Para mim este versículo é suficiente para matar de vez essa questão vejamos as escrituras: “E perseguiras os santos do Altíssimo e magoará os santos do Senhor e cuidarás em mudar o tempo e a Lei.” O que mudou com a morte e a ressurreição do Senhor foi que o véu do templo foi rasgado e temos acesso direto ao Pai. A salvação é apenas através de Jesus/Yeshua. Não guardamos os mandamentos para sermos salvos, mas guardamos porque somos salvos. Em Apocalipse, Jesus/Yeshua ressurrecto afirma a João o mesmo que disse em Mateus 7.

"Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha” Mateus 7:22-24

Vale destacar. A Bíblia explica a própria Bíblia. Segundo João, “qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade; porque o pecado é iniqüidade. 1 João 3:4. Logo, iniquidade é desrespeitar a lei. Iniqüidade vem do Grego: ανομια [anomia] (Substantivo feminino). De ανομος [anomos] (α [a] -como uma partícula negativa- "sem", e νομος [nomos] "lei" = "sem lei". Negação da lei. Ilegalidade, falta de conformidade com a lei, violação da lei, desacato à lei, iniqüidade, impiedade.

***Quando guardamos o sábado lembramos do Deus que tem o nosso senhorio, que criou o mundo em 6 dias e no sétimo contemplou tudo e principalmente sabemos que estamos separando um dia só para o Senhor, mas não conforme queremos, mas como Ele, o Senhor do Sábado, ordenou. E fazendo isso estamos anunciando a volta Dele e o Seu Reino, o Grande Sábado/Shabbat Gadol, o Milênio, o reinado de mil anos. 

FESTAS ANUAIS

1)Páscoa/Pessach: significa “passagem”, “passar por cima”, em inglês “passover”. 

No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a páscoa do Senhor. Levítico 23:5

Foi quando Deus ordenou aos hebreus que marcassem as portas das casas com o sangue do cordeiro para que o espírito da morte não entrasse em suas casas, quando Deus mandou as pragas pelo fato de Faraó não querer libertar o povo. Todos os que fizeram isso foram salvos. Quando o povo foi tirado do Egito com mão forte e poderosa do Senhor, Ele ordenou ao povo que comemorasse as festas dEle, tanto para lembrar do livramento do Senhor, como para viver uma festa profética que no futuro veio a se cumprir através de Yeshua. 

Cumprimento: Jesus/Yeshua, o Cordeiro de Deus, sem pecado, sem defeito, se entregou por nós e Seu Sangue vertido no madeiro foi o sacrifício perfeito para a salvação de todos os que O recebem como Senhor e Salvador, sejam judeus ou gentios. Jesus/Yeshua é a nossa Páscoa, o Cordeiro que foi imolado por nós. Jesus, o Verbo que se fez carne, a Torá viva, foi encravado em nossos corações numa Nova Aliança profetizada em Jeremias 31. 

Quando festejamos a Páscoa bíblica de acordo com as instruções bíblicas, não com coelhos de chocolate, lembramos e agradecemos ao Senhor pelo livramento que Ele deu aos nossos antepassados na terra da escravidão e festejamos e agradecemos pela vinda do Messias, o Cordeiro de Deus, que pelo Seu precioso Sangue nos livra da morte e nos dá a vida eterna. 

2) Pães Ázimos

"E aos quinze dias deste mês é a festa dos pães ázimos do Senhor; sete dias comereis pães ázimos”. Levítico 23:6

Essa festa o Senhor instituiu para o povo de Israel (lembrando que não foram apenas os hebreus que foram tirados do Egito por Deus, mas junto com os hebreus, haviam vários outros povos que atravessaram o Mar Vermelho junto com eles) jamais esquecer desse grande livramento do Eterno, quando em fuga não deu tempo nem do pão fermentar, comendo pão sem fermento.

Cumprimento: Jesus/Yeshua é o nosso pão sem fermento (pecado), o pão que desceu do céu. Esse pão ázimo, sem fermento, foi partido
por nós. Ele mostrou através do partir do pão entre os seus apóstolos na última ceia antes de Sua morte que essa profecia iria se cumprir. E se cumpriu no dia em que Ele foi sepultado.

 3) Primícias

“ Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra, que vos hei de dar, e fizerdes a sua colheita, então trareis um molho das primícias da vossa sega ao sacerdote; E ele moverá o molho perante o Senhor, para que sejais aceitos; no dia seguinte ao sábado o sacerdote o moverá. E no dia em que moverdes o molho, preparareis um cordeiro sem defeito, de um ano, em holocausto ao Senhor, E a sua oferta de alimentos, será de duas dízimas de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta queimada em cheiro suave ao Senhor, e a sua libação será de vinho, um quarto de him.Levítico 23:10-13

Estas 3 festas (Páscoa, Pães Asmos e Primícias) são celebradas na Primavera. Todas elas ilustram a redenção realizada e conseguida na primeira vinda do Messias Jesus, quando Ele se tornou no "Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo" - João 1:19 - e quando, através da Sua ressurreição, Ele Se tornou nas "primícias dos que dormem" - 1 Coríntios 15:20. 

4) Festa das Semanas ou Pentecostes/ Shavuot
Esta festa é celebrada 50 dias (7 semanas) depois do dia de Páscoa. Pentecostes é histórico e simbolicamente ligado ao festival judaico da colheita, que comemora a entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai cinquenta dias depois do Êxodo.

O dia de festa era a reunião de todo o povo trabalhador com suas famílias, amigos e os estrangeiros (Dt 16.11). As sete semanas de festa incluíam outros objetivos, além da ação de graças pelos dons da terra: reforçar a memória da libertação da escravidão no Egito e o cuidado com a obediência aos estatutos divinos (Dt 16.12).

Pentecostes é histórico e simbolicamente ligado ao festival judaico da colheita, que comemora a entrega dos Dez Mandamentos/ Torá no Monte Sinai cinquenta dias depois do Êxodo.

Seu cumprimento em Jesus/Yeshua fala-nos do estabelecimento do Corpo do Messias Jesus, quando o Espírito Santo de Deus foi derramado sobre os discípulos de Jesus NO EXATO DIA da celebração desta festa de Pentecostes (Atos 2:1). NA FESTA DE PENTECOSTES, COMEMORA-SE, TAMBÉM O CUMPRIMENTO DE Joel 3:1 – O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO. 

E antes do Messias subir aos céus, voltando ao Pai Celeste, Ele afirmou uma última vez:
“…determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas esperassem a promessa do Pai, a qual , disse Ele, de mim ouvistes…mas recebereis poder, ao descer sobre vós o meu Espírito, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém , como em toda a Judéia e Samaria, e até nos confins da terra” (At. 1:4,8)
  • Na Páscoa, lembramos o nosso novo nascimento no Messias; mas, em Shavuot, alegramo-nos pelos primeiros frutos de nossa conversão: o Fruto do Espírito, do batismo do Espírito Santo, dos dons Espirituais, da nossa mudança de atitude, do aperfeiçoamento do nosso caráter;
  • Celebrar Shavuot é reivindicar que nossa vida seja cheia do Espírito Santo, o qual nos revela, cada vez mais, a pessoa do Messias sendo formada em nós;
  • Na Festa de Pesach (Páscoa), nós nos libertamos DE algo que nos prendia. Em Shavuot, nós nos libertamos PARA servir a Deus.
5 - Festa das Trombetas

Estas 3 últimas festas realizam-se no Outono, no sétimo mês do atual calendário judaico. Tal como o número 7 simboliza na revelação bíblica a ideia de "plenitude", as festas do Outono apontam para um tempo de plenitude, algo que se completa, revelando assim um quadro profético do programa redentor de Deus a completar-se muito em breve.

Festa das Trombetas  é chamada de "Rosh HaShanah", ou seja: o cabeça do ano, ou seja, o início do ano novo no calendário bíblico, mas que a teologia sistemática cristão resumiu em “ano novo judaico”. Segundo a tradição judaica, o sopro do “shofar” (trombeta feita de chifre de carneiro) neste dia relembra o toque das trombetas durante a conquista da cidade de Jericó e os cornos do carneiro que Abraão usou para o sacrifício no Monte Moriá.

As Escrituras falam-nos de um tempo em que Israel será reunido na sua Terra através do toque de "uma grande trombeta" - Isaías 27:13 - e, na Nova Aliança, o apóstolo Paulo explica este mistério numa altura em que todos os crentes serão reunidos ao Messias - 1 Coríntios 15:51, 52; 1 Tessalonicenses 4:16-18. E porque nenhum de nós sabe o exato dia deste "soprar da trombeta", a Festa das Trombetas deve motivar-nos à preparação e ao serviço ao Reino de Deus. 

Porém, o próprio Senhor nos deu um indício relativo à sua volta usando a linguagem da festa e uma anologia ao casamento judaico. 

"Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai.Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao Dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o Dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem”. (Mateus 24:36-39)

Observe que vivemos como nos dias de Noé! Iniquidade, perversidade de tal ponto que Sodoma e Gomorra parecem duas santas perto do que vemos hoje. Mas quando o Senhor fala que a respeito do dia de Sua volta ninguém sabe o dia e nem a hora, Ele estava na verdade contando para aqueles que entendiam no contexto do casamento judaico (lembremos que o Senhor falava por parábolas para que nem todos entendessem, mas só os que estivesse ligados Nele) que Ele voltará num momento em que só o pai sabe. 

No casamento judaico, o noivo faz um pacto com a noiva e sua família e cerca de 1 ano depois ele volta para consumar o casamento, numa festa que dura 7 dias (logo abaixo falarei brevemente sobre a festa dos tabernáculos, que está ligada ao casamento do Noivo com a Igreja). Nesse tempo de 1 ano separados, porém com o compromisso estabelecido faltando apenas o ato conjugal para a concretização do casamento, os noivos não se vêem. 

A noiva se prepara, se mantém pura para o seu noivo. O noivo prepara uma morada para receber sua noiva. A noiva não sabe o dia em que o noivo vai buscá-la, mas ela sabe mais ou menos a época. Nem o noivo sabe ao certo o dia, mas apenas o pai do noivo é o único que sabe o dia. E quando o dia chega, o pai ordena ao filho que vá buscar a sua noiva. 

Diferente do de uma cerimônia de casamento convencional, não é o noivo que espera a noiva no altar. Mas a noiva espera o noivo buscá-la. Ao soar da trombeta, anuncia-se “lá vem o noivo!” e então acontece o tão esperado encontro das bodas. 
Conseguem enxergar o encontro dos escolhidos do Senhor nos ares? Ele mesmo declarou que isso vai acontecer. "Ele enviará os seus anjos, com poderoso som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mateus 24:31)

Paulo explicou: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor'.1 Tessalonicenses 4:16,17

Estaremos para sempre com o Noivo, que casará com a Sua noiva! 

Para complementar esse estudo, recomendo esse vídeo breve, mas muito esclarecedor sobre o arrebatamento:  será mesmo antes da tribulação? O que a Bíblia nos ensina? https://www.youtube.com/watch?v=OCpHwkTr_n8


6- Festa da Expiação - "Yom Kippur 

O Dia do Perdão se segue após 10 dias da Festa das Trombetas é, segundo a tradição judaica o dia estabelecido para que cada pessoa "acerte as suas contas com Deus."Este era biblicamente o dia em que Israel se deveria reconciliar com Deus como nação serva do Senhor - Levítico 16, 23:26-32. O mandamento é para no décimo dia da festa fazer um jejum de água e comida por 25 horas (tanto as pessoas como os animais domésticos) e orar por arrependimento de pecados individuais, congregacionais e da nação. O décimo dia de Yom Kippur é o dia do veredito, o dia do juízo. 

Profeticamente, esta Festa aponta para o tempo em que Israel como nação será reunida ao Messias Jesus. Já está acontecendo a reconciliação de milhares de judeus no mundo todo reconhecendo que Yeshua é o Messias de Israel. Há mais de 100 congregações em Israel hoje composta por judeus e gentios crentes que professam o nome de Jesus. O americano Sid Roth faz viagens anuais a Israel para pregar sobre Jesus. Uma das últimas visitas dele à terra santa cerca de 2 mil judeus reconheceram que Jesus é o Salvador, o Messias de Adonai. 

No final do tempo da Grande Tribulação, Israel como nação olhará para o Messias "Eu, a Quem trespassaram", e "chorarão por Ele como aquele que chora pelo primogênito" - Zacarias 12:10. Nesse Dia Israel receberá a "remoção do pecado e da impureza" - Zacarias 13:1 - será enxertada de novo na sua própria oliveira natural, e então"todo o Israel será salvo"! - Romanos 11:23-26.

Dia da Expiação recorda-nos que este reajuntamento nacional de Israel está-se aproximando, motivando-nos assim a partilharmos as Boas Novas do Messias "primeiramente ao judeu e também ao gentio" - Romanos 1:16.

7-  Festa dos Tabernáculos ou Festa das Cabanas. 

Este festival da colheita de Outono é chamado de"cabanas", porque Deus mandou que Israel vivesse todos estes dias de Festa em cabanas, de forma a lembrarem o tempo passado no deserto e como só o Senhor é a nossa proteção e segurança. Esta Festa é também chamada de "Festa da recolha" - Êxodo 23:16.

Esta Festa é hoje celebrada como o festival do fim da colheita, acompanhada de grande alegria na provisão de Deus para o Seu povo. Zacarias profetizou que as nações serão um dia “recolhidas" ao Messias. Um dia, todas as nações sobreviventes que atacaram Israel irão honrar o Rei dos reis, o Messias de Israel, ao celebrarem a Festa dos Tabernáculos todos os anos em Jerusalém - Zacarias 14:16-18. 

E quem estiver na presença do Senhor, com o corpo glorificado, irá a Jerusalém adorar ao Rei e celebrar a festa com Ele, mas por amor, não por obrigação como serão obrigados os sobreviventes das nações inimigas de Israel (se não forem, Deus não mandará chuva a essas nações). 

Jesus tabernaculou/habitou entre nós! Mas o cumprimento pleno dessa festa profética se dará no casamento do Senhor com a Sua igreja (Israel: judeus salvos + gentios salvos). Tenda fala de casamento. A festa das cabanas ou tabernáculos é comemorada por 7 dias consecutivos, assim como eram comemorados os casamentos judaicos na época de Jesus/Yeshua. 

Vemos este sétimo mês apontando para o tempo em que Deus irá completar o Seu plano redentor, reunindo o Corpo do Messias (Festa das Trombetas), ajuntando e redimindo a nação de Israel (Dia da Expiação), e juntando para Si todas as nações (Festa dos Tabernáculos).

É por isso que eu creio que Deus nos deu essas festas para discernirmos os seus propósitos proféticos. Eu creio que Jesus virá em Trombetas/Yom Kippur/Tabernáculos, que dependendo do ano cai em setembro ou outubro. 

Porém Israel é salvo pelo Senhor, com uma eterna salvação; por isso não sereis envergonhados nem confundidos em toda a eternidade. Isaías 45:17

Oremos por Israel, pelos nossos irmãos judeus que ainda não reconheceram que o Messias já veio e que em breve voltará! 


Quem comemora as festas do Senhor traz à memória as profecias já cumpridas por Yeshua/Jesus relativas à sua vinda, assim como também anuncia o retorno Dele e o Seu reinado de mil anos.  Que deixemos de vez o paganismo que foi introduzido na igreja, através de dogmas e costumes que estão distantes da Palavra e voltemos às práticas das primeiras obras, como a igreja de Atos, na doutrina dos apóstolos. Uma igreja que estudava a Palavra de Deus, estudava as Escrituras e andava como Ele andou. 

Shalom!

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